Ações do presidente dos EUA podem colocar o mundo em crise econômica; entenda

Joe Biden, presidente dos EUA, está correndo contra o tempo para não gerar mais uma crise econômica. Isso porque o país se aproxima de um abismo político-econômico que pode abalar o mundo inteiro.

O presidente está tentando aprovar uma lei que aumenta o teto de dívidas estadunidense. Entretanto, está sofrendo com a oposição do Partido Republicano, que parece não concordar com as ações de Biden.

De acordo com a secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, o prazo para chegar a um acordo está acabando – o teto será ultrapassado no próximo dia 1º.

Como o presidente dos EUA pretende aprovar a medida

Nos Estados Unidos, o Congresso aprova as leis que determinam gastos e receitas federais. Entretanto, se esta lei puder, de alguma forma, levar a um déficit no orçamento, ela deve ser votada mais uma vez para autorizar empréstimos.

No caso, o que está em jogo é: se uma das casas do Congresso não votar a favor do limite da dívida, os EUA podem gerar uma crise no mundo inteiro. De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), essa situação pode gerar graves repercussões político e econômicas.

O limite de dívida existe desde 1917 e foi aumentado ou revisado mais de 100 vezes ao longo dos anos. Atualmente, o teto é de US$31,4 trilhões, o que o presidente dos EUA visa aumentar.

Por que o país chegou no teto de dívidas?

A dívida que o país possui aumentou por diversos motivos. O primeiro deles e mais óbvio é que os gastos governamentais superaram os ganhos em um grande período de tempo.

O motivo disso é em grande parte por causa dos programas obrigatórios, como a Previdência Social e o Medicare, além de outras dívidas nacionais. Mas, também é reflexo da crise financeira de 2008 e, claro, da Pandemia de Covid-19, que aumentou consideravelmente os gastos do governo.

As políticas atuais, implementada pelos presidentes dos EUA, também incluem corte de impostos e aumento de gastos, contribuindo para o endividamento do país.

É válido lembrar, ainda, que essa não é a primeira vez que Partido Republicano dificulta o aumento do teto de dívidas estadunidense. Em 2011, o mesmo foi feito em mais uma corrida contra o chamado default.

Imagem: Luca Perra / Shutterstock.com

Fonte: seucreditodigital.com.br